A NATUREZA DA NATUREZA E DO DIVINO
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Sem perceber você começa a defender a preservação do meio ambiente — algo justo e necessário, pois a criação é obra das mãos de Deus e deve ser cuidada com responsabilidade.[1] Contudo, há uma linha muito fina entre preservar a natureza e adorar a natureza. Preservar significa reconhecer seu valor, administrá-la com sabedoria e gratidão ao Criador. Já adorar a natureza significa colocá-la no lugar do Criador, transformando-a em fim último, como fonte de vida em si mesma.
As Escrituras registram que Cristo tem supremacia sobre toda a criação. Ele não apenas estava presente no princípio, mas “todas as coisas foram criadas por meio dele e para ele”[2]. A natureza não é autônoma, nem é um poder divino independente; ela existe, subsiste e caminha para a redenção final por causa de Cristo. Os milagres de Jesus — ao acalmar o mar, multiplicar os pães ou transformar água em vinho — demonstram claramente que os ventos, as águas e a matéria obedecem à sua voz.
Quem quer reduzir Cristo a um mestre humano ou separá-lo do Pai é esvaziar o coração do evangelho. Adorar a criação em lugar do Criador é trocar a glória de Deus por algo passageiro. Preservar a natureza é um dever humano; adorar a Cristo é um chamado eterno.[3]
Hoje, o convite é claro: diante de tantas vozes que exaltam a natureza como se fosse suprema, escolha voltar-se para Aquele que é verdadeiramente supremo. Cristo é Senhor da criação, Sustentador da vida e Redentor do cosmos. Nele encontramos não apenas sentido para cuidar da terra, mas também esperança de uma nova criação.[4]
A pergunta que fica é: a quem você dará sua adoração — à criação ou ao Senhor da criação?
- Essa mensagem responde à pergunta: Qual é o critério digno para o ser humano relacionar-se com a natureza que nos cerca?
- Aplicação para sua vida: Deus Pai planejou e Cristo Jesus executou toda obra da criação e somente Ele recebem adoração por esta cósmica obra majestosa e não a própria natureza.
[1] “O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo.” Gênesis 215
[2] “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia.” Colossenses 1:15-18
[3] “…aguardando o Dia do Senhor e apressando a sua vinda. Naquele Dia, os céus se dissolverão pelo fogo, e todos os elementos, ardendo, se dissiparão com o calor. Todavia, confiados em sua Promessa, esperamos novos céus e nova terra onde habita a justiça. O cristão e o Dia do Senhor. 2 Pedro 3:12-13
