CASAMENTOS CIVIS E RELIGIOSO NA PÓS-MODERNIDADE
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Há uma constatação que precisa ser encarada com coragem e serenidade: o casamento dos cristãos corre o risco de perder seu sentido quando Cristo deixa de ser o centro que sustenta tanto a fé quanto a vida pública do casal. Você pode celebrar uma cerimônia religiosa emocionante ou cumprir todas as exigências legais do casamento civil e, ainda assim, não lidar seriamente com o senhorio de Jesus Cristo sobre essa aliança.[1]
Esse fato revela um problema mais profundo do que forma ou contexto cultural. O ser humano tende a reorganizar símbolos cristãos para torná-los compatíveis com seus próprios desejos. O casamento civil, nesse sentido, não é concorrente do casamento cristão, mas parte da ordem comum estabelecida por Deus para o bem social.[2] Quando separado da fé, ele vira apenas um contrato; quando integrado à fé, torna-se expressão pública da responsabilidade, justiça e compromisso diante da sociedade e de Deus.[3] O Reino de Deus alcança toda a vida, inclusive as estruturas civis. O cristão não escolhe entre fé e lei; vive ambas sob o governo de Cristo.
Diante das pressões econômicas, políticas e ideológicas atuais, ao menos três ajustes se impõem. Primeiro, reafirmar o casamento civil como parte da aliança, reconhecendo que a fé cristã não foge da responsabilidade pública. Segundo: recentralizar a cerimônia religiosa na Palavra e na oração, não como tradição, mas como confissão de dependência da graça de Cristo. Terceiro, recolocar a comunidade como testemunha ativa, não como mera plateia.
A atividade religiosa não garante transformação. Quando a forma das cerimonias substitui Cristo, resta apenas a religião.
O casamento cristão só permanece fiel quando Cristo governa tanto o altar quanto o cartório. O desafio lhe alcança também como participante dessa cerimônia: você reconhece nelas a supremacia de Jesus Cristo ou apenas acompanha um rito cultural bem-organizado?
- Essa mensagem responde à pergunta: Como encarar a mudanças dos locais dos casamentos de cristãos e o caráter civil e religioso?
- Aplicação para sua vida: o caráter do casamento dos cristãos, das cerimonias culturais legais ou religiosas só tem valor real na conversão dos noivos à pessoa e obra de Cristo Jesus ressurreto.
[1] “Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” João 4:21-24
[2] “E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão (Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação). Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado;” 2 Coríntios 6:1-3
[3] “Dizendo: Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina, e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.” Atos 5:28,29
